Dia 52: Vulcão Pacaya
- marianaoliveiracos2
- 27 de fev. de 2022
- 5 min de leitura
Hoje tínhamos um dos dias mais ansiados pelo Martim (filho) desde o início da viagem: subir a um vulcão. Felizmente estava um dia de sol lindo e ficámos todos ainda mais entusiasmados.
Durante o dia de ontem andámos a explorar alternativas para fazer este tour de hoje e percebemos que o melhor seria sempre irmos só os quatro ao invés de irmos naquelas excursões maiores. Apesar de ser mais caro, conseguimos ter a flexibilidade de escolher a hora e podermos fazer tudo ao nosso ritmo, o que com duas crianças ajuda bastante.
A ideia inicial era sairmos às 10h30, mas como acabámos por confirmar a nossa ida perto das 21h00, por termos andando a negociar com vários antes disso (!), já só conseguiram que saíssemos ao 12h30. Mesmo assim foi melhor do que as 14h00 que saia o tour de grupo.
Aproveitámos a manhã para dormir até um bocado mais tarde, tomar o pequeno almoço e aproveitar para conhecermos parte do hotel. Sendo o hotel um antigo convento tem uma igreja ao ar livre linda e ainda vários ruínas muito bonitas. Nesta nossa exploração pelo hotel acabámos também por descer à cripta, sem saber que o estávamos a fazer, e o Martim e a Vera nem queriam acreditar que estavam a ver ossos de pessoas enterradas. Felizmente acharam que estavam no Halloween!

Ainda puseram uma moeda na fonte e pediram um desejo!





A hora para irmos para o nosso passeio aproximava-se e fomos andando para a agência com quem tínhamos marcado. Estranhamente chegámos ao 12h30 em ponto e fomos tão pontuais que até surpreendemos os senhores! Foi preciso ainda esperar uns 20 minutos até o carro que nos iria levar ao vulcão chegar. Enquanto os Martims ficaram lá à espera, a Mariana e a Vera foram até ao arco aproveitar que estava sol e não era domingo para tirar umas fotografias.










Perto das 13h00 iniciámos a nossa viagem rumo ao vulcão e por entre curvas e contra curvas o Martim começou a dizer que estava um bocado mal disposto. Como não queríamos que vomitasse mais um carro, decidimos pedir ao motorista para encostar. Quando o Martim saiu com ele a única coisa que o Martim (filho) disse foi que estava um bocado mal disposto, não queria vomitar, mas queria fazer cocó!! O Martim olhou em volta e estavam apenas 2 homens a arranjar a estrada ao nosso lado. Assim, como tínhamos levado uns Kleenex, baixou as calças ao Martim e lá fez o seu cocó. Claro que a ir para o carro e enquanto vestia as calças, pisou cocó. O Martim tentou limpar com pedras, depois com papel, mas não estava a ter grande sucesso. Vendo se estava a passar algo, os senhores das obras decidiram aproximar-se para saber se precisávamos de ajuda. Viram o cenário e disseram para não nos preocuparmos que tinham água. Como com água também não estava a resultar, houve um deles que se lembrou que tinha uma vassoura. Assim, acabou um dos senhores a despejar água enquanto o outro esfregava com a vassoura! Foi um momento hilariante e certamente mais um que não nos iremos esquecer. A Vera que estava a fazer a sesta no carro ao colo da Mariana, deve ter sentido que havia "festa" lá fora e acordou a tempo de soltar umas boas gargalhadas.


E já agora onde faz um português...
Chegados ao parque para iniciarmos a nossa subida ao vulcão, demos um almoço rápido ao Martim e à Vera e encontrámo-nos com o guia para iniciar o nosso passeio. Subimos pouco até à entrada do Parque que dá acesso ao vulcão, onde pagámos as entradas e onde também fomos abordados por uns senhores que nos tentaram impingir uns cavalos para a subida. Tínhamos perguntado na agência e ao nosso guia e ambos disseram que era tranquilo e que o Martim se aguentaria sem problema. Como a Mariana nunca se fia muito nestes feedbacks, decidiu perguntar a uns americanos que tinham acabado de descer com os filhos que tinham mais ou menos a mesma idade do Martim. Ouviu um rápido "estão malucos se acham que ele vai conseguir subir a pé o tempo todo!". Tendo em conta este comentário, o Martim (pai) ainda hesitou em gastar quase 25€, mas a Mariana nem deu hipótese! E felizmente que não deu hipótese, porque teria sido realmente impossível o Martim subir a pé o caminho todo. A Vera ia às costas do Martim na mochila e por isso a subida foi bastante dura! Ainda nos tentaram também impingir uns paus para ajudar a caminhar, mas depois foram simpáticos e lá nos emprestaram sem cobrar nada!
Foi cerca de 1h30 sempre a subir e com algumas paragens para água. Quando iniciámos o nosso caminho estava tudo encoberto e nem queríamos acreditar que todo o esforço da subida seria em vão, mas felizmente os santos estavam do nosso lado e o tempo foi abrindo. Quando chegámos à parte em que se poderia ver o cume do vulcão, as nuvens começaram a passar e conseguimos ver tudo! Foi espectacular! A certa altura o cavalo já não podia passar, então tivemos que ir a pé até à zona que estava com lava petrificada e onde iríamos assar uns mushmallows.
A última vez que este vulcão esteve em actividade foi em Março de 2021, pelo que à partida nada se iria passar neste nosso percurso! Chegámos à zona onde a lava estava seca e onde havia várias zonas com fumarolas e se sentia o calor no chão. Os mashmallows cozinhámos onde havia uns buracos e foi uma experiência inesquecível para todos. Os miúdos estavam absolutamente deslumbrados! Foi a primeira vez que algum de nós tinha comido mashmallows cozinhados e não sabíamos que se ficava todo colado - a parecer pastilha elástica. O estado da Vera era qualquer coisa! Tentou tirar um da espetada com as mãos e ficou toda suja!! Felizmente estava lá outro grupo que tinha levado umas toalhas e nos emprestou para limpar os miúdos.
O regresso para o carro foi bastante mais fácil e sem paragens, pelo que demorámos apenas 45 minutos. A Mariana tinha apanhado boleia do cavalo do Martim para descer e a Vera também tinha aproveitado a boleia do Martim! Assim, chegou tudo fresco que nem uma alface ao carro menos o Martim que estava derreado! Já estava a ficar de noite e era hora de fazermos 1h30 de carro e voltarmos para o nosso hotel.


















TODA suja nas mãos!!!!!













Chegámos ao hotel já eram quase 19h30, pelo que só tínhamos (ou se calhar só o Martim é que tinha!) duas ideias na cabeça que eram tomar um banho para limpar o pó todo do caminho e jantar rapidamente para ir dormir. Como o cansaço era grande decidimos que jantaríamos novamente no hotel. O Martim (pai) agradeceu muito, visto que não conseguia andar nem mais 100 metros! Comemos novamente bem e às 22h00 estávamos todos prontos para cair redondos na cama.




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