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Dia 38: programa(s) de turista

  • marianaoliveiracos2
  • 10 de fev. de 2022
  • 4 min de leitura

Ontem a caminho do Parque Manuel António passámos por um dos mil anúncios sobre "zipline" / "canopy" que há na Costa Rica. Basicamente consiste em ir agarrados a um cabo e a sobrevoar as copas das árvores. Logicamente que para a Mariana e miúdos, devido às vertigens e idades respectivamente (!), não seria possível fazer. Mas esse anúncio em particular prendeu o olhar da Mariana, pois era possível fazer tudo esta actividade, mas numa espécie de mini teleférico individual.

Decidimos que hoje, depois de tomar o pequeno almoço, iríamos à Zip Coaster ver mais em detalhe e perceber se seria exequível com crianças. Tendo em conta que nestes países menos desenvolvidos desde que se pague vale tudo, logicamente que nos deixaram fazer com a Vera e o Martim ao colo. Quando perguntaram a idade da Vera ainda ficaram meio na dúvida, mas lá sussurraram entre eles "os pais são os responsáveis e se eles querem, deixa-os ir". E assim foi! Lá fomos nós fazer este tour de 15 minutos por cima da copa das árvores. O Martim Pai levou a Vera e ao fim de 5 minutos já estava a pedir para sair, porque não estava a achar grande graça. Já a Mariana, que ia de olhos fechados, teve que pedir ao Martim (que estava a adorar) para ser ele a "guiar"! Achámos um bocado barrete, mas foi o mais próximo do "zipline" que conseguimos para os miúdos......e para a Mariana!









Mariana em pânico!!



Saídos desta actividade ultra radical (!) tínhamos que ir ver hospitais/clínicas que fizessem testes PCR, porque na sexta-feira temos vôo para a Nicarágua e para além de termos de fazer o teste 72h antes, precisamos de garantir que temos o reestudado 36h antes da chegada, porque é preciso enviar para o governo aprovar a entrada. Caso contrário, corremos o risco de não nos deixarem embarcar.

Como a totalidade dos laboratórios está em San José, ninguém nos estava a garantir a entrega do reestudado 24h depois do teste. Uma vez que o vôo aterra às 22h00 de sexta-feira, nós só podemos fazer o teste a partir das 22h00 de terça-feira. Tendo em conta que a essa hora está tudo fechado, a melhor e única opção é fazermos o teste na quarta-feira de manhã e é aqui que está o problema, porque precisamos do resultado até às 10h00 de quinta-feira! Na primeira clínica disseram que tanto podem entregar às 10h00, como às 18h00 de quinta-feira, pelo que fomos até ao hospital e "garantiram-nos" (entre aspas, porque cá estaremos para contar!) que nos entregam o resultado na manhã de quinta, se fizermos o teste na manhã de quarta. Conseguimos marcar o teste e agora é rezar para conseguirmos ter o resultado a tempo. A Costa Rica tem-nos tratado bem e estamos (ou se calhar só o Martim - eterno optimista da família) confiantes que vai correr bem!


Quando saímos do hospital, que fica na Marina em Quepos, já eram quase 13h00 e então decidimos dar logo almoço ao Martim e à Vera. Como a ideia a seguir era irmos para a praia, eles assim ficavam logo "despachados". Já nós, teríamos que nos aguentar e talvez esperar pelo jantar..!

Comeram um hambúrguer no Runaway Grill. Sem grande história, mas cumpriu com o que queríamos: matar a fome das crianças.

Da Marina seguimos para a praia e fomos até à Playa Biesanz que em nada tinha a ver com a nossa expectativa e com as imagens do Google! Estávamos à espera de uma praia pequena e paradisíaca e o que encontrámos tinha realmente todo o potencial para corresponder ao que idealizámos, mas a realidade eram tendas, cadeiras de piscina, música aos gritos e gente feia. Muita gente feia!

Procurámos uma sombra para a Vera fazer a sesta e enquanto os Martims arrancaram para a água (não foi propriamente fácil encontrar o sitio certo para entrar porque tem muitas rochas) a Mariana ficou a tentar apanhar um bocado de sol. Dizemos "tentar", porque passado pouco tempo já estava à sombra por o sol se pôr nas costas desta praia.


A expectativa!


A realidade sem filtros!

E aqui nesta imagem a praia que queríamos mesmo ir, mas o acesso é feito por um hotel (Makanda) que é "adults only".


Foram pouco mais de 2h passadas na praia a lamentar o que podia ser e o que não era. Saímos pela mesma trilha que tínhamos entrado, que se faz em 10 minutos e chegámos ao carro para conseguirmos ir ver o pôr do sol do restaurante El Avión, onde iríamos jantar.

A vista do restaurante é fora de série, mas de resto é o local ideal para (enganar) turistas! Comida indiferente e preços altos. Como vem sendo hábito o Martim e a Vera beberam um sumo natural e para jantar pedimos um poke de entrada, que foi o melhor que comemos, uns "douradinhos" com massa para os miúdos e para a Mariana e Martim um peixe e um bife de atum. A parte positiva foi que acabámos de jantar eram 19h15 e assim íamos conseguir deitarmo-nos cedo.










O restaurante tem um avião de carga antigo que serve como bar e deixa as pessoas se sentarem no lugar dos pilotos. Claro que os miúdos não perderam a oportunidade.

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