E ao 95º finalmente vimos cangurus!
- marianaoliveiracos2
- 16 de jun. de 2022
- 4 min de leitura
Quando nos deitámos pensámos “que bom, estes estores parece que fazem black out e vamos conseguir dormir até tarde”. Eram 7h25 e estávamos todos a acordar tal era a quantidade de luz que nos entrava pela casa a dentro!
Ainda tentámos enrolar um bocado o Martim e a Vera na nossa cama, mas não foi possível aguentá-los muito tempo. Era hora de tomar banhos, fazer o pequeno almoço e sair de casa. Tínhamos dito que hoje teríamos não uma, mas duas surpresas para eles, pelo que estavam num excitamento enorme.
Saímos de casa e o primeiro destino seria uma loja para tentarmos comprar um gorro para cada um de nós. Só a Vera é que tem (o Martim perdeu o dele algures) e aqui à noite tem estado bastante frio (8º) por isso temos de nos aquecer de alguma maneira. Tal como a grande maioria das vilas que temos passado ao longo do nosso caminho, Bicheno é uma vila muito pequena e que tem uma estrada principal onde há literalmente meia dúzia de lojas, cafés e supermercado, o que ajudou bastante na hora de escolher a qual ir em busca dos gorros.
Acabámos a comprar mais uma camisola quente para a Mariana e umas calças de fato de treino para o Martim. Quando saímos de Portugal não vínhamos mesmo preparados para tanto frio.
Saímos da loja e fomos até aos correios, que ficavam do outro lado da rua, para o Martim enviar mais uns postais para os amigos e família.
Postais enviados e íamos para a nossa primeira surpresa: East Coast Natureworld. Quando depois de pagar e levarmos um saco de comida, o Martim e a Vera perceberam que estavam cangurus à solta e que poderíamos tocar e dar de comer ficaram num estado de felicidade que só visto mesmo! Achámos que a Vera iria morrer de medo, mas estava feliz juntamente com o Martim a dar comida, festinhas, abraços e beijinhos aos cangurus. Só desesperava com os patos, gansos e gaivotas que vinham tentar roubar a comida dos cangurus. Este parque e uma espécie de jardim zoológico ao ar livre com alguns animais típicos da Austrália como cangurus, diabos da Tasmânia, possums ou wombats.
Depois de algum tempo com os cangurus era hora de irmos ver uma senhora a dar de comer a um diabo das Tasmânia. É um bicho que ao primeiro olhar até pode parecer querido, mas rapidamente percebemos que tem um ar assustador e de cada vez que abre a boca só nos apetece fugir!
A tratadora explicava tudo sobre o diabo da Tasmânia, mas os miúdos só queriam voltar para os cangurus e para um playground que havia lá ao lado e por isso nem conseguimos ouvir a explicação toda. Fomos arrastados para estar com mais cangurus e para irmos almoçar e brincar no playground.









2017 vs 2022








Pouco tempo depois de termos saído do parque a Vera adormeceu no carro. O próximo ponto seria ir ver um “Blowhole” que nada mais é do que um buraco numa rocha e que cada vez que uma onda rebenta, ela entra por baixo desse buraco e faz uma espécie de “géiser”. Como a Vera estava a dormir fomos à vez e começaram por ir os Martims e depois foi a Mariana com o Martim. A Vera só acordou passado uns minutos de saírmos e já no caminho para a Diamond Island.





No caminho avistámos aquilo que parecia uma foca deitada numa rocha no meio do mar e com a ajuda da máquina fotográfica ainda conseguimos mostrar aos miúdos que ficaram todos contentes. Seguimos então para a praia e mais concretamente para vermos a Diamond Island que é uma zona onde duas praias se “cruzam” e com as correntes faz um espécie de diamante/triângulo. Quando chegámos a essa zona já o sol se estava a pôr e as cores estavam lindas!

















Estava quase na hora da próxima surpresa e tivemos que sair em passo acelerado da praia para não nos atrasarmos. Às 18h20 estávamos no ponto de encontro para seguirmos para um tour onde supostamente iríamos ver pinguins. Estávamos um bocado preocupados com o sucesso da nossa incursão porque supostamente estamos na “off Peak season”.
Entrámos num autocarro com outros “colegas” e passado 10 minutos estávamos numa espécie de uma quinta à beira mar, muito bem organizada e onde começámos por ter uma pequena explicação de como iria funcionar. Ficámos cerca de 10 minutos a olhar para a praia e de repente começamos a ver umas coisas muito pequenas a sair do mar e a juntarem-se na areia. Esta espécie de pinguins que habita aqui são os chamados “pinguins azuis” e têm pouco mais de 30cm de altura. O processo dos pinguins saírem da água e subirem até terra para irem para as suas casas nas dunas demora sempre algum tempo, porque precisam de se juntar todos e para não terem problemas com possíveis predadores fazem sempre uma avaliação muito cuidadosa do “terreno”. Passado cerca de 20 minutos eles decidiram subir e passaram a poucos centímetros de nós. A guia que nos tinha pedido algum silêncio foi totalmente desrespeitada pelo Martim e pela Vera quando eles estavam tão perto de nós. Ficaram felizes de ver pinguins a uma distância tão curta!
Mas o melhor ainda estava para vir e andámos mais uns metros para o lado e vimos novamente mais pinguins a subir a encosta da praia em direcção à duna. Ficámos parados e tinham recomendado que ficássemos quietos e de pernas abertas, porque às vezes os pinguins gostam de passar no meio das pernas. E assim foi no caso do Martim que tinha a Vera ao colo. Ela que ja estava farta de estar à espera e porque também estava bastante frio, voltou a animar-se bastante quando isto aconteceu.
Ao todo o programa durou quase 2 horas e apesar do muito frio que estava valeu a pena, porque vimos mais de 20 pinguins colados a nós.
Quando voltámos ao autocarro já eram quase 20h00 e estávamos todos com frio e fome. Chegámos onde tínhamos começado o tour e ao lado havia uma pequena pizzaria onde tínhamos encomendado um take away para levarmos para casa, jantar e depois deitarmo-nos cedo, uma vez que amanhã com a luz íamos acordar novamente cedo.










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